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Eslovénia vive a maior greve geral desde a independência

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Eslovénia vive a maior greve geral desde a independência

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Parecem longínquos os tempos em que a Eslovénia era a economia com maior taxa de crescimento na zona euro. Foi em 2007. Agora a situação é bem diferente, como atesta a greve geral desta quarta-feira, que contou com a adesão de perto de cem mil funcionários públicos.

Em causa estão os cortes salariais previstos no pacote de austeridade e a redução substancial dos apoios na saúde.

Um representante sindical destacou a necessidade de “resistir às medidas ditadas pela Comissão Europeia, pelo Banco Central Europeu e pelo FMI, e que são copiadas pelos políticos, sem qualquer revisão crítica.”

A educação é outro dos setores afetados. Com uma taxa de desemprego situada nos 12,4 por cento, o governo esloveno planeia a dispensa maciça de professores.

Um dos manifestantes salienta que “os salários já são baixos e que a única solução está em trazer a insatisfação para as ruas.” Outro realça que é movido pelos direitos das gerações seguintes, que “muito dificilmente conseguirão manter um trabalho.”

O recém-eleito executivo esloveno tem em mãos um défice de 6,4 por cento que pretende reduzir para cerca de metade este ano.