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Eslovénia vive maior greve desde a independência

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Eslovénia vive maior greve desde a independência

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Foi a maior greve que a Eslovénia viveu desde a independência da ex-república soviética, em 1991. Professores, médicos, polícias e outros funcionários públicos saíram à rua. Cerca de 100 mil pessoas manifestam-se contra os cortes salariais previstos no pacote de austeridade e a redução substancial dos apoios na saúde.

“Estou preocupado com o futuro dos nossos filhos, não sei se poderão preservar os empregos”, diz um manifestante, que acrescenta: “Este é o meu último dia de trabalho, amanhã entro na reforma. Mas tinha de estar aqui hoje, a apoiar esta ação.”

Alguns manifestantes empunhavam bandeirolas onde se lia: “Estão a salvar o país, mas destroem as pessoas.”

Para o primeiro-ministro, Janes Jansa, esta greve é um contrassenso: “Esta greve não resolveu um único problema. Não há mais dinheiro no orçamento. Pelo contrário, haverá menos, porque os que trabalharam vão ter de pagar os danos causados por esta greve.”

Longe vão os tempos em que a Eslovénia era a economia com maior taxa de crescimento na zona euro. Foi em 2007. Agora, o recém-eleito executivo esloveno tem em mãos um défice de 6,4 por cento do PIB, que pretende reduzir para cerca de metade este ano.