Última hora

Última hora

Egípcios contestam na rua organização das presidenciais

Em leitura:

Egípcios contestam na rua organização das presidenciais

Tamanho do texto Aa Aa

Milhares de egípcios marcharam para um protesto que se estendeu a todo o país e que promete continuar nas próximas semanas.

Pelo menos, até à primeira volta das eleições presidenciais, marcadas para os dias 23 e 24 de maio. O escrutínio foi prometido, pelo Conselho Militar no poder, como a transição definitiva para a democracia. Mas as polémicas em torno da votação não páram de se multiplicar.

O ativista al-Kastawi relembra algumas exigências populares: “a exclusão das eleições de qualquer figura ligada ao antigo regime, a adoção de uma lei que dissolva o comité constitucional e a libertação dos presos políticos.”

Na semana passada, a Comissão Eleitoral evocou os mais variados motivos para afastar da corrida dois potenciais favoritos, um dos quais líder da Irmandade Muçulmana, o que provocou um mal-estar geral.

Como candidatos ficaram nomes que integraram a cúpula de Mubarak, o que acentua as críticas e os apelos populares para que o essencial seja cumprido e o essencial “é completar a revolução.”

Outra questão que lança dúvidas sobre a entrega do poder, por parte dos militares, é o bloqueio da assembleia encarregue de preparar a nova Constituição, parada devido à controversa distribuição de representantes das diferentes fações religiosas.

O repórter da euronews, Riad Muasses, relata que “as cidades egípcias acolhem, mais uma vez, manifestações contra o Conselho Militar, para exigir a anulação de algumas candidaturas. Se os protestos continuarem, os militares poderão fazer disso um pretexto para adiar as eleições presidenciais.”