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Nicolas Sarkozy

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Nicolas Sarkozy

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Nicolas Sarkozy teve uma partida difícil mas uma chegada triunfante à segunda volta. A popularidade, que estava em baixa, foi aumentando à medida que os rivais evoluiam na campanha. No comício do último fim de semana de campanha, já estava confiante:

“- Tomem a palavra, digam o que vos vai do coração, o que querem para o país. Digam-no alto e em bom som. Agora. Não tenham medo!”

Na entrevista de 15 de fevereiro, o presidente cessante oficializou a candidatura a segunda candidatura às presidenciais. Uma decisão tomada umas semanas antes.

Todos esperavam o anúncio tardio, que não surpreendeu ninguém. Os concorrentes tinham começado muito antes. Mas Sarkozy esperava um momento favorável, pois a imagem estava afetada e a popularidade de um presidente nunca tinha tocado tão fundo em toda a história da V República. Pouco a pouco, ele reduziu a margem em relação aos outros.

Em 2007, quando Sarkozy colocou o boletim na urna para a segunda volta das presidenciais já estava seguro da vitória e cumpria assim o sonho de uma carreira política.
Único senão: o caos na vida privada, em machete dos Media de todo o mundo. A mulher que o acompanhou à tomamad de posee, abandonou no Eliseu por um amor de longa data, em Nova Iorque.
Uns amigos comuns apresentaram-no então à ex-Top Model e cantora Carla Bruni, dando origem a uma história bling bling.

A crise mundial rapidamente se interpôs e Sarkozy constituiu um outro duo com Angela Merkel, apostado em salvar a Europa. O poder de compra dos franceses diminuiu, o desemprego e a austeridade aumentaram.

Nesta campanha eleitoral foi mais difícil apresentar-se como presidente de todos os franceses e reconquistar os desiludidos.
Aproveitou um comício perante 50 mil simpatizantes para se relançar na corrida com toda a energia.

Com o massacre de Toulouse, a campanha foi interrompida durante uns dias. O presidente teve de gerir a crise e prometeu medidas drásticas. Com a resolução do caso, Sarkozy reinstalou-se no topo das sondagens.

A humildade do início da campanha esfumou-se, e os gracejos com Barak Obama, que também enfrentará presidenciais este ano, mostram um candidato confiante na vitória.