Há 31 anos, desde a vitória de François Miterrand, que um candidato socialista não estava tão perto do Palácio do Eliseu.
François Hollande apresenta-se como a alternativa socialista necessária:
“- A vitória para França e para a República virá a seis de maio. Obrigado, agradeço-vos por terem vindo em tão grande número. Muito obrigado pelo vosso entusiasmo”.
Com 57 anos, Hollande enfrenta o maior desafio da carreira política. Tem vivido entre a região rural de Correze e a sede do Partido Socialista, partido que dirigiu entre 1997 e 2008.
Apesar da vitória nas eleições europeias e nas regionais Hollande sofreu a derrota do “sim” no referendo sobre a Constituição europeia, em maio de 2005, e nunca ganhou umas eleições legislativas.
Nunca foi ministro, mas sempre esteve próximo do poder. Formou-se na escola da elite política francesa, a ENA, ganhou as primárias socialistas, em outubro do ano passado. Com a vitória, lançou-se na campanha presidencial. Apareceu rejuvenescido e mais magro.
Preparou um discurso compreensível para todos os franceses:
“- Nesta batalha que começa, digo-vos quem é o meu concorrente, o meu autêntico adversário. Não tem nome, nem rosto, nem partido. Não vai apresentar candidatura e portanto não vai ser eleito. Mas governa. Este adversário é o mundo financeiro”.
François Hollande é pai de quatro filhos que teve com anterior mulher, a ex candidata derrotada em 2007, Segolene Royale.
A relação acabou depois dessas eleições e Hollande repompôs a família com uma jornalista divorciada e mãe de três filhos.
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Os resultados históricos da extrema-direita na primeira volta das presidenciais francesas são:
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- Uma consequência da crise económica (29%)
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- O apoio aos ideais da extrema-direita (46%)
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- Um voto de protesto (20%)
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- Outro (5%)
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