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Patriarca Kirill responde a críticas com concentração

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Patriarca Kirill responde a críticas com concentração

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Milhares de fiéis responderam, este domingo, ao apelo lançado pelo líder da Igreja Ortodoxa russa.

O patriarca Kirill desafiou a população a orar contra as chamadas forças anti-russas, ou seja, todos aqueles que criticam a instituição.

É o caso das jovens do grupo Pussy Riot, que em fevereiro invadiram a catedral de Moscovo e arriscam, agora, sete anos de prisão.

“Todos nós temos pecados e os santos são raros por aqui, mas isso não quer dizer que tenhamos que começar a fazer uma orgia” afirma uma mulher.

Outra refere: “ Estamos aqui para rezar e defender a religião ortodoxa desta intrusão levada a cabo por bárbaros que violam ícones da igreja.”

O chefe máximo da igreja ortodoxa russa classifica de blasfémia a atitude do grupo punk e considera que nada tem a ver com liberdade de expressão:

“O facto é que a blasfémia e o sacrilégio, a humilhação debaixo deste santuário, foram vistos como uma demonstração da liberdade de expressão.”

Os analistas consideram que a iniciativa deste domingo reforça a posição do patriarca, muito criticado pela proximidade a Vladimir Putin e pelos sinais exteriores de riqueza.

Dois meses depois, as canções interpretadas na catedral de Cristo Redentor contra Vladimir Putin e a direção da Igreja Ortodoxa Russa continuam a dividir a sociedade.

O tema “Mãe de Deus, expulsa Putin” promete tornar-se um dos mais célebres do grupo punk, na Rússia, junto da classe política e religiosa.