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Colapso de governo arrisca credibilidade financeira da Holanda

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Colapso de governo arrisca credibilidade financeira da Holanda

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As negociações desceram até a um ponto de não retorno e o primeiro-ministro holandês garante que a única hipótese era apresentar a demissão.

Mesmo assim, a rainha Beatriz solicitou a Mark Rutte e ao executivo que se mantenham em funções até haver uma luz ao fundo do túnel. Todos falam veladamente em eleições antecipadas, mas não há anúncios oficiais.

O colapso governativo deveu-se à política de austeridade orientada pelo ministro das Finanças, Jan Kees de Jager, responsável pelo plano de redução do défice público que passava pela descativação de 16 mil milhões de euros.

No entanto, o PVV, o partido de extrema-direita de Geert Wilders, que apoia os liberais e cristãos-democratas no governo, não aceitou as medidas que poderiam comprometer o poder de compra dos holandeses, rompendo com as negociações e precipitando a queda do executivo.

Um porta-voz da Comissão Europeia veio afirmar que o momento, agora, é de “antecipação” e “correção”, uma vez que a austeridade holandesa se deve à necessidade de conter o défice, que terá derrapado para cima dos 4,5 por cento.

Isto apesar de os holandeses serem dos mais críticos em relação às crises na Europa do sul e de arriscarem afetar o triplo A, ainda preservado pelas agências de notação.