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Eurodeputados realçam desafio de conquistar voto nacionalista na França

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Eurodeputados realçam desafio de conquistar voto nacionalista na França

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A primeira volta das eleições presidenciais na França chamou a atenção muito para além das suas fronteiras e vários jornais europeus dedicaram-lhe a primeira página.

“Hollande venceu a primeira ronda”, foi o título escolhido pelo “Financial Times”. Na primeira página da “Libre Belgique” estão as fotos dos dois finalistas e da candidata da Frente Nacional, que atingiu um valor histórico. O jornal espanhol “El Pais” diz que a ascensão de Marine Le Pen vai condicionar a segunda volta.

A correspondente da euronews em Bruxelas, Audrey Tilve, recolheu algumas reações no Parlamento Europeu.

Apesar da pequena margem pela qual os socialistas ultrapassaram o centro-direita, o europeputado socialista belga, Marc Tarabella, acredita no início de uma nova dinâmica na Europa: “Devido à sua intenção de renegociar o tratado orçamental, François Hollande é a esperança para o relançamento da economia europeia. É fundamental que, com ele, se crie a esperança de ter outras políticas que impulsionam a máquina do crescimento e do emprego”

Os cerca de 20% de votos na extrema-direita são um sinal da cultura do medo, para um eurodeputado ecologista. “O medo foi o principal motor desse tipo de voto assente na identidade nacional que vemos na França, como vemos na Flandres, na Finlândia, na Itália, etc. Penso que o medo é sempre mau conselheiro, mas ele existe na sociedade”, afirmou Philippe Lamberts, dos Verdes.

Mas o colega de um partido nacionalista belga diz que se trata de um voto de protesto: “Isto tem a ver, obviamente, com o facto de muitos franceses estarem cansados da imigração em massa, da insegurança, mas também da política europeia. Querem uma política mais a favor da França e que seja mais crítica em relação à União Europeia”, considera Philip Claeys, do Vlaams Belang (Interesse da Flandres).

Para o eurodeputado conservador britânico, Richard Ashworth, o eleitorado da Frente Nacional coloca sobretudo desafios ao Presidente Nicolas Sarkozy: “O que é que a campanha de Sarkozy vai fazer para atrair estes votos? Até que ponto ele se vai encostar mais à direita e que impacto é que isso pode ter no eleitorado do centro, do qual ele também precisa?”