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Holanda: extrema-direita provoca crise política para recuperar popularidade

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Holanda: extrema-direita provoca crise política para recuperar popularidade

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A extrema-direita ensaia um regresso à ribalta na Holanda depois de precipitar a queda do governo de coligação.

Gert Wilders rejeitara no sábado as novas medidas para reduzir o défice público retirando o apoio ao executivo minoritário de coligação.

O primeiro-ministro, Mark Rutte, apresentou ontem a sua demissão que vai ser oficializada hoje num discurso ao parlamento, que deverá posteriormente discutir a convocação de eleições antecipadas.

Na base da crise está a recusa do partido da liberdade de Wilders em aceitar medidas como o aumento do IVA ou os cortes na saúde e nas ajudas sociais.

Para o líder do partido socialista holandês, “o país necessita de eleições o mais rapidamente possível, mas o governo atual tem de se ocupar o orçamento de 2013”.

A extrema-direita, terceira formação política do país, aguarda assim a oportunidade para alargar a sua base de apoio, num momento em que se encontrava em queda nas sondagens.

Mas, sem um acordo para reduzir o défice público, a Holanda arrisca-se a ser castigada por Bruxelas e pelos mercados financeiros que poderão inclusivé, retirar-lhe a notação de triplo A.