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Israel legaliza três colonatos na Cisjordânia

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Israel legaliza três colonatos na Cisjordânia

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Um comité ministerial, onde se encontra o próprio chefe de Governo israelita, Benjamin Netanyahu, legalizou três colonatos judaicos, onde vivem mais de 800 pessoas, na Cisjordânia.

A decisão está longe de gerar consenso.

Os colonatos de Bruchin, Sansana e Rechelim foram construídos numa área que Israel considera “propriedade do estado” e estabelecidos na década de 90 por anteriores governos. Encontram-se perto de Hebron, no sul do território palestiniano.

A comunidade internacional considera todos os colonatos ilegais, mas Israel distingue os aprovados dos não autorizados.

“Todos aqueles territórios foram comprados legalmente. Agora alguém diz que são seus. Isso deverá ser analisado em tribunal e estou certo de que se encontrará uma solução legal. De qualquer forma a evacuação não é possível”, assegura ministro israelita da Ciência, Daniel Hershkowitz, que também integra o comité.

Benjamin Netanyahu também quer pedir ao Supremo Tribunal de Israel para adiar para depois de 1 de maio, o prazo de demolição de blocos de apartamentos erguidos em terras privadas palestinianas, perto do colonato de Beit El, na Cisjordânia.

“Esta terra pertence-nos. Benjamin Netanyahu não a vai dar de graça. Não depois de passar pelos tribunais israelitas e de ter veredictos a dizer que é nossa e que pertenceu aos nossos pais e avós. Costumávamos plantar coisas neste terreno antes de nos escorraçarem. Eu próprio plantei coisas aqui”, diz Sharif Yassin, um dos proprietários das terras onde o bairro de Ulpana, no colonato de Beit El, foi construído.

O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, já condenou a manobra israelita.

Numa carta enviada na semana passada a Netanyahu, Abbas apelava ao fim da questão dos colonatos para avançar para as negociações de paz.

Até agora os palestinianos continuam a aguardar por uma reposta formal.