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Hungria trata os refugiados como criminosos

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Hungria trata os refugiados como criminosos

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Os refugiados de zonas de conflito que chegam à Hungria são enviados para a prisão, qualquer que seja o seu estatuto.

Imigrantes clandestinos ou solicitadores de asilo, o destino é o mesmo: detidos, sem culpa formada, na prisão de Nyirbator. Alguns relatam experiências de tratamento desumano por parte dos guardas, como Yusuf, um refugiado afegão:

“Se alguém se portava mal era levado para uma parte da prisão a que chamávamos Guantánamo. Os refugiados que não tinham um comportamento considerado correto, que não estavam sossegados ou desencadeavam qualquer tipo de escaramuça eram levados para essa parte da prisão, durante vários dias e espancados pela polícia”.

A situação foi denunciada num relatório do Alto Comissariado para os Refugiados das Nações Unidas, divulgado esta terça-feira.

O diretor deste organismo na Hungria, Gottfried Koefner, lamenta:

“É muito triste que refugiados que fugiram por uma boa razão e eventualmente conheceram a prisão nos seus países, a primeira coisa que lhes aconteça quando atravessam a fronteira da União Europeia na Hungria é serem detidos e voltarem a ver as grades da prisão de dentro para fora outra vez”.

O governo de Budapeste transformou, em 2010, os campos de refugiados, que estavam sob o controlo dos serviços de imigração, em centros de detenção geridos pela polícia.

En 2011 foram registados na Hungria cerca de 1700 refugiados, provenientes sobretudo do Afeganistão, Paquistão, Kosovo, Sérvia, Somália, Sudão e Síria.