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Sarkozy: "a extrema-direita é compatível com a república"

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Sarkozy: "a extrema-direita é compatível com a república"

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Mesmo fora da campanha para as presidenciais francesas, a extrema-direita continua a dominar o debate entre os dois candidatos.

O presidente cessante Nicolas Sarkozy reafirmou hoje que o partido Frente Nacional é compatível com a república, mesmo rejeitando qualquer acordo pós-eleitoral em caso de vitória.

“Não haverá qualquer acordo com a Frente Nacional, não haverá ministros da Frente Nacional, mas recuso-me a diabolizar os homens e mulheres que, ao votarem Marine Le Pen, exprimiram um voto de crise, um voto de cólera, um voto de sofrimento, um voto de desespero que terei em conta durante a minha campanha”.

Uma posição similar à de François Hollande, que no entanto recusa-se, como o seu rival, a adaptar o seu discurso aos 18% de eleitorado de Marine Le Pen no que toca aos temas da segurança e controlo da imigração e fronteiras.

O candidato socialista voltou ontem a reafirmar-se como uma força de mudança, tanto em França como a nível europeu, ao garantir que vai renegociar o tratado orçamental europeu, “para evitar uma austeridade indefinida e garantir o crescimento, uma atividade que possa fazer com que a Europa tenha uma perspetiva de futuro”.

Os dois candidatos participaram ontem numa cerimónia comemorativa do genocídio arménio em Paris, sem nunca se cruzarem.

O primeiro e único frente a frente está agendado para dia 2 de maio, depois de um primeiro de maio que promete ser tenso entre um comício de Sarkozy em defesa do trabalho e os tradicionais desfiles sindicais.