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"Agricultores de sofá" devem ficar excluídos na reforma da PAC

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"Agricultores de sofá" devem ficar excluídos na reforma da PAC

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Dois terços do orçamento da União Europeia são usados na Política Agrícola Comum (PAC) e nos fundos de desenvolvimento regional. Mas milhões de euros acabam nas mãos dos “agricultores de sofá” como lhes chama a própria Comissão Europeia, que vai publicar uma lista negra sobre pessoas e entidades que vão ficar excluídas das próximas ajudas.

Os verdadeiros agricultores, como o belga Marc Degossely, aplaudem a intenção: “Um proprietário é alguém que tem capital e o investiu em terra, ficando à espera de receber as receitas do arrendamento. Já um agricultor é aquele que vive da produção da terra e que está à mercê dos preços internacionais dos produtos agrícolas, que umas vezem sobem e outras descem. É este último que deve receber ajuda”, disse à euronews.

Quem vai receber subsídios da PAC entre 2014 e 2020 é um dos temas que domina a reunião dos ministros da Agricultura, no Luxemburgo, esta quinta e sexta-feira. O Parlamento Europeu, que entregará um relatório em Junho, também defende critérios claros.

“Estamos a falar dos campos de golfe, dos aeroportos e de outros proprietários de terra que nada têm a ver com a agricultura, como as companhias de seguros. É, portanto, necessário esclarecer quem deve ou não ser financiado pela PAC e deixar que os Estados membros definam, entre os seus agricultores ativos, quais os que cumprem os critérios para receberem ajudas”, considera o eurodeputado italiano socialista Paolo de Castro, que preside à comissão de Agricultura.

Os subsídios vão ser plafonados em três escalões, com um teto máximo de 300 mil euros.

Portugal é um dos países que poderá sofrer com a nova versão da PAC, na medida que esta deverá canalizar mais dinheiro para os países do Leste, que entraram na União em 2004.