Última hora

Última hora

Violência e mortes na Síria em pleno cessar-fogo

Em leitura:

Violência e mortes na Síria em pleno cessar-fogo

Tamanho do texto Aa Aa

Entre acusações bilaterais sobre a origem dos bombardeamentos que continuam a provocar morte e destruição, na Síria, uma coisa é certa: o cessar-fogo previsto no plano de Kofi Annan não está a ser respeitado.

Nos últimos dias, o grande alvo dos bombardeamentos tem sido a cidade de Hama. Desde o início da semana, mais de quarenta pessoas terão perdido a vida, só nesta cidade, segundo o Observatório Sírio dos Direitos do Homem.

Os insurgentes acusam o regime de Bachar Al-Assad, de não respeitar o cessar-fogo, oficialmente em vigor desde 12 de abril; Damasco diz que são os rebeldes que o violam.

Com os seus 15 homens, a força de observadores da ONU, há 10 dias enviada para o terreno, não tem poder para mandar calar as armas.

A oposição reclama agora uma reunião de emergência nas Nações Unidas. O pedido foi feito pelo Conselho Nacional Sírio durante um encontro, no Cairo, com o chefe da Liga Árabe. Em comunicado, o CNS afirma que é preciso tomar uma resolução que permita “proteger os civis”.

Um pedido da resistência que surge após o apelo da França a uma resolução que autorize o uso da força, caso o plano de Kofi Annan fracasse. Os analistas estimam, contudo, que Rússia e China, aliadas da Síria, irão, uma vez mais, colocar um veto a essa possibilidade.