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Síria: Ocidente perde a paciência

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Síria: Ocidente perde a paciência

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O cessar-fogo na síria está cada vez mais frágil. O governo e os rebeldes culpam-se mutuamente pela explosão que fez 16 mortos na quarta-feira, na cidade de Hama.

Aumentam os pedidos para uma intervenção armada da ONU. A França é o país que mais pede esta ação, ao defender o uso do capítulo 7 da carta das Nações Unidas.

Os Estados Unidos começam também a ficar impacientes, como explica a embaixadora Susan Rice: “A paciência dos Estados Unidos está a esgotar-se, vamos continuar a observar a situação de perto e decidir se esta missão de observadores está a ter o impacto que todos esperávamos, mesmo se as expectativas são baixas”.

A Liga Árabe vai pedir ao Conselho de Segurança da ONU uma ação rápida para proteger os civis, que continuam a ser as maiores vítimas da repressão do regime sírio.

O secretário-geral da organização defende também o recurso ao capítulo 7: “O capítulo 7 não significa necessariamente o recurso à força, significa uma decisão vinculativa para o governo da Síria que, por muito difícil que seja, se pode sempre por no papel. Mas será que vai passar no conselho de Segurança”? Interroga-se Nabil Elaraby.

A missão de observadores no terreno, parte do plano de Kofi Annan, enviado especial da ONU e das Nações Unidas, não está para já a dar resultados. Fontes da oposição dizem que mais de 460 pessoas foram mortas desde o envio desta missão.