Última hora

Última hora

Adiado julgamento por evasão fiscal de Timoshenko

Em leitura:

Adiado julgamento por evasão fiscal de Timoshenko

Tamanho do texto Aa Aa

O julgamento por evasão fiscal da ex primeira ministra ucrâniana foi adiado para maio.

Na origem da decisão está a ausência de Iulia Timoshenko que invocou razões de saúde para não comparecer em tribunal.

As acusações de evasão fiscal remontam à década de 90, altura em a musa da Revolução Laranja dirigia uma empresa privada no sector da energia.

“Iulia Timoshenko está inocente, mas o estado de saúde da minha cliente inspira cuidados” afirma o advogado Serhiy Vlasenko.

Preocupados estão também milhares de apoiantes de Timoshenko. A antiga chefe de governo que sofrerá de uma herna discal crónica e que estará há nove dias em greve de fome, afirma ter sido agredida na prisão.

“Creio que as autoridades estão assustadas e por isso, adiaram o julgamento para 21 de maio. O objetivo é ganhar tempo para se justificarem perante o povo ucraniano e perante a comunidade internacional” afirma uma mulher.

Um homem refere: “Estamos em greve de fome em solidariedade com Iulia Timoshenko. O presidente ucrâniano podia acabar com a tortura a que está a ser sujeita num estalar de dedos, mas não quer fazê-lo.”

A ex primeira-ministra acusa o atual chefe de Estado, Viktor Ianukovich, de perseguição política e recusa ser tratada na Ucrânia. A Alemanha já se mostrou disponível para acolher Timoshenko.