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Sarkozy defende-se de ataques da esquerda

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Sarkozy defende-se de ataques da esquerda

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Atacado pela esquerda, que o acusa de querer a todo o custo absorver os votos da Frente Nacional de Marine Le Pen, Nicolas Sarkozy defende-se.

A pouco mais de uma semana da segunda volta das presidenciais francesas, o presidente-candidato continua a abordar os temas caros à extrema-direita, como a imigração, mas insiste que são temas que tocam a todos: “Querem impedir-me de falar a seis milhões de franceses. Mais valia terem impedido a Sra. Le Pen de concorrer à primeira volta, se isso os incomoda tanto. Ninguém me vai impedir de falar ao povo francês, a todo o povo francês”, disse Sarkozy.

Os ataques a Sarkozy vêm de toda a esquerda, desde os candidatos da primeira volta Eva Joly e Jean-Luc Mélenchon, que o compararam ao chefe do regime de Vichy, o marechal Pétain, mas também de pessoas da direita, como o antigo primeiro-ministro Dominique de Villepin.

O adversário socialista François Hollande não perdeu a oportunidade de seguir pelo mesmo caminho: “Ele quer ir buscar à extrema-direita os votos que lhe faltaram. Ele afirma-se como candidato da direita descomplexada. Mas aqui não se trata de falta de complexos, trata-se de uma transgressão que ele está a assumir: constatamos essa derrapagem no vocabulário, nos temas, nas expressões, de como fala da imigração, do Islão, da segurança… é ao programa da extrema-direita que ele vai buscar as referências”, disse Hollande num comício em Limoges.

Os quase 18% obtidos por Marine Le Pen na primeira volta constituem o maior resultado eleitoral de sempre para um candidato da extrema-direita em França. Por isso, conquistar este eleitorado tem sido uma prioridade para ambos os candidatos, apesar da diferença de discurso. Hollande continua a liderar as sondagens, com 55%.

O tira-teimas está marcado para o dia 2 de maio.