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O governo ucraniano acusa a União Europeia de recorrer a táticas da guerra fria, depois de vários líderes europeus sugerirem um boicote às competições do Euro 2012 no país.

A quase um mês do início da competição desportiva em Kiev, a detenção da ex-primeira ministra Yulia Tymoshenko levou já vários chefes de estado europeus a anularem a sua presença numa cimeira de líderes do leste da Europa, agendada para Ialta, em Maio.

Na capital ucraniana, um habitante afirma, “é positivo que os líderes estrangeiros se interessem pelo que se passa no nosso país, pois os ucranianos continuam a ter medo de agir”.

Outra afirma que o boicote, “trata-se de uma manipulação, eles vão acabar por assistir aos jogos”.

Outro ainda ironiza, “os políticos europeus são racionais e cuidadosos e não diriam alguma coisa só por dizer, pelo contrário os nossos políticos estão sempre a mudar de opinião”.

Entre os líderes que ameaçam boicotar as competições na ucrânia, se Yulia Tymoshenko não for libertada, encontra-se a comissária europeia para a justiça, Viviane Reding, ou a Chanceler alemã Angela Merkel.

O ministro do ambiente alemão afirma, no entanto, “eu não apelo a um boicote desportivo, porque considero que a atenção suscitada pelo euro é boa para a oposição e habitualmente os ditadores fogem dos media como o diabo da cruz. Mas os políticos não devem ser utilizados como uma justificação para este tipo de regimes”.

Condenada em Outubro a sete anos de prisão por abuso de poder, Iulia Timoshenko iniciou há uma semana uma greve de fome para contestar a decisão, criticada pela União Europeia.

Segundo a família de Tymoshenko, o estado de saúde da política piorou nos últimos dias, depois de ter sido vítima de maus tratos na cadeia.

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