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França: manifestações sindicais favorecem Hollande

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França: manifestações sindicais favorecem Hollande

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Com o apoio de pelo menos 53 por cento do eleitorado francês, segundo as últimas sondagens, François Hollande assumiu uma posição de força no primeiro de Maio e não hesitou em atacar Nicolas Sarkozy:

“O candidato cessante descobriu finalmente o primeiro de Maio. Até hoje, não sei o que fazia neste dia. Não nos oferecia, certamente, os seus pensamentos mais profundos. Mas este ano decidiu convidar-se; tem o direito de fazê-lo…”

“Não aceitarei que o candidato cessante se aproprie do valor do trabalho. O valor do trabalho é aquele que todos nós defendemos em comum.”

Favorito e rival socialista ou presidente cessante conservador, os sindicatos tinham apelado aos participantes das centenas de manifestações organizadas pelo país para se absterem da politização.

No entanto, em Marselha, um manifestante dizia que “a palavra de ordem é bater Sarkozy, para obter aquilo que ele não conseguiu oferecer em cinco anos”.

Outro acrescentava que “mais do que nunca, este primeiro de Maio é político, porque faltam cinco dias para a segunda volta e Sarkozy abusa há demasiado tempo das classes populares e operárias. É preciso mostrar que já chega e que queremos que ele parta”.

O próprio secretário-geral da CGT foi um dos primeiros a desobedecer às instruções sindicais, ao apelar explicitamente ao voto por Hollande durante uma manifestação que reuniu dezenas de milhares de pessoas em Paris.