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Grécia vai ser mais multipartidarista

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Grécia vai ser mais multipartidarista

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Sim ou não ao resgate. É a verdadeira questão está em jogo nas eleições parlamentares do próximo domingo na Grécia.

Grande parte da população culpa os principais partidos pela crise endémica no país, desde a conservadora Nova Democracia ao socialista Pasok, os únicos que apoiam o impopular resgate que impõe ao país amplas e dolorosas medidas de austeridade.

O nível de vida dos gregos sofreu uma queda livre. As filas para a sopa dos pobres são cada vez maiores. Um em cada três gregos vivem abaixo do limiar da pobreza.

Este é o ponto de viragem na vida política grega. Marca o fim das maiorias dos conservadores e dos socialistas. Segundo as sondagens, o eleitorado grego vai castigar o socialista Pasok liderado por Evangelos Venizelos e o conservador Antonis Samaras, que recusa negociar com os socialistas.

O resultado previsível é um Parlamento fracionado em pelo menos oito partidos, alguns deles bastante radicais.

Os salários e as reformas baixaram, em média, 30%, e o desemprego atinge os 21%. Por esta razão a fatura vai ser paga pelo bipartidarismo nacional.

Depois de tanto sacrifício, o país continua em recessão e sem indícios de crescimento.

Muitos gregos preferem votar agora em partidos mais extremistas que procuram capitalizar o descontentamento geral com um eloquente slogan: não aos cortes dos subsídios e fora com os imigrantes.

São movimentos como o neonazi “Amanhecer Dourado” que, segundo os prognósticos, vai entarr no Parlamento.

Um panorama que inquieta demais a União Europeia. As eleições do domingo marca o final do governo do tecnocrata Lucas Papademos, e Bruxelas faz questão de que, independentemente de quem ganhar, o que é preciso é cumprir o programa traçado em nome do bom funcionamento de toda a Europa.