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Sylvie Guillem: De rebelde a consagrada da dança contemporânea


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Sylvie Guillem: De rebelde a consagrada da dança contemporânea

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Tornou-se conhecida como a rebelde do ballet clássico, hoje é uma senhora da dança contemporânea: Sylvie Guillem conta a sua história.

A bailarina francesa Sylvie Guillem, e o seu espetáculo “6000 Miles Away”, foi um dos pontos altos do festival de dança contemporânea “Steps”, em Zurique, na Suíça.

Sylvie Guillem: “‘Bye’ tem a ver com dizer adeus à infância, um adeus a um certo estilo de carreira; o adeus à mulher que fomos e não somos mais. Todos os dias dizemos adeus a qualquer coisa para encontrarmos outra coisa. É uma construção e uma construção é feita de muitas páginas que vamos virando”.

SG:“Os anos passam, mas tenho a impressão de continuar a ser uma criança. Consigo imaginar-me numa escola de raparigas. Tenho a impressão que não cresci em determinadas coisas. Acho que contínuo a ser uma miúda”.

Artista militante, Sylvie Guillem apoia uma ONG para a proteção dos oceanos.

SG: “Tenho, desde sempre, uma atração pelas pessoas apaixonadas. Os apaixonados fazem-me sorrir e os responsáveis da Sea Shepherd são pessoas apaixonadas. Perguntam-me: Porque se preocupa com os peixes? Primeiro, as baleias não são peixes! E, além disso, os oceanos, o mar é um órgão vital, mas as pessoas não ligam. Eu aderi imediatamente à causa. Sou militante”.

Uma consciência ambiental que anda de mão dada com a consciência artística.

SG: “Assim que entramos em cena, vivemos verdadeiramente o presente. Mas é um presente duma outra dimensão, extraordinário. Saímos da normalidade. Quando entramos em cena, saímos da normalidade. O tempo expande-se, e isso é um tempo presente magnífico”.

SG: “Antes, ignorava o que o meu corpo me dizia, isso era um privilégio da juventude. Mas, a certa altura, tomei consciência que isso fazia-me mal, que o corpo era frágil, que tinha de ter mais cuidado, que tinha de mudar, e mudei! Mudei a forma como via as coisas, o método de trabalho, mudei tudo e o que também mudou foi a ideia de invulnerabilidade. Agora sinto-me vulnerável”.

Tem uma carreira de sucesso, reconhecimento mundial, o respeito dos colegas e a palavra fim não é tabu para Sylvie Guillem.

SG: “Há muito tempo que faço isto, sei o que custa. É verdade que, de tempos a tempos, digo que será bom quando tudo acabar, mas não quero que acabe, sobretudo quando penso o que ganhei. O balanço é positivo, portanto não coloco a questão para já, mas penso nisso há muito tempo e, efetivamente, gostava de me dedicar a seguir à jardinagem”.

Nesta peça pode escutar trechos da Sonata para piano Op.111, de Ludwig van Beethoven e de “Rearry”, de David Morrow.

Para mais excertos da entrevista (em Francês) com Sylvie Guillem, clique neste link : http://fr.euronews.net/2012/05/03/entretien-avec-sylvie-guillem

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