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Greenpeace França introduz-se numa central nuclear e na campanha eleitoral

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Greenpeace França introduz-se numa central nuclear e na campanha eleitoral

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Um parapente usado para entrar numa central nuclear francesa foi a ação escolhida pela Greenpeace, em plena campanha eleitoral.

Um militante da organização ecologista sobrevoou o espaço aérea – interdito – da central de Civaux, ao norte de Lyon, e conseguiu depositar uma granada de fumo em cima de um dos reatores.

A Greenpeace espera, assim, influenciar o debate desta noite, entre os dois candidatos à presidência francesa, como explica a ativista Sophia Majnoni: “Esta noite, como se sabe, vai haver o famoso debate entre os dois candidatos. Ora, a questão do nuclear – e da energia, em geral – foi mal tratada durante a campanha, com dois candidatos que negam a realidade do risco nuclear.”

A organização – que milita a favor da saída do nuclear – tem alertado para a vulnerabilidade dos 58 reatores franceses. Mas esta intrusão não assusta a direção da central. Alain Litaudon, diretor das instalações, sublinha a eficácia do sistema de deteção: “Oito minutos depois de ter sido detetada, esta pessoa estava detida. E em, nenhum momento ela tocou em instalações importantes para a segurança dos reatores.”

Já em dezembro, a Greenpeace se tinha introduzido noutra central francesa, para denunciar a falta de segurança. Depois disso, o governo ordenou a revisão dos procedimentos de segurança das instalações nucleares.