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Cairo: Regressa a violência

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Cairo: Regressa a violência

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Confrontos no Cairo resultaram na morte de 20 pessoas e de dezenas de feridos.

Os tumultos aconteceram na noite de terça para quarta-feira quando um grupo não identificado
atacou manifestantes que protestavam há dias perto do Ministério da Defesa apelando ao fim do regime militar.

O exército e a polícia antimotim acabaram por intervir para tentar separar os dois grupos.

“Estava com um amigo quando de repente surgiu um rufia e disparou. O mau amigo caiu aos meus pés morto”, afirmou um dos manifestantes.

“Somos todos revolucionários. Fizemos a revolução para que o regime caísse, mas ainda não caiu. Não existe grande mudança quando há rufias armados. Há qualquer coisa de errado. De onde vêm essas armas e porque é que nos atacaram?”, disse um outro.

Desde sábado que manifestantes apoiavam no local Hazen Salah Abu Ismail, um muçulmano ultraconservador excluído da corrida presidencial.

“Os confrontos continuam na praça de Abbassyia. Desde há alguns dias que os militares são acusados de serem os instigadores para sabotarem as eleições presidenciais marcadas para o fim do mês”, afirmou o repórter da Euronews no local.