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Frente a frente de Sarkozy e Hollande na televisão foi longo e crispado

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Frente a frente de Sarkozy e Hollande na televisão foi longo e crispado

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Nicolas Sarkozy e François Hollande, que disputam no domingo a segunda volta da eleição presidencial em França, estiveram frente a frente num debate televisivo longo e crispado dominado pela crise económica.

No único debate da segunda volta, visto por 20 milhões de espetadores, um dos temas incontornáveis foi a zona euro.

“Sinto que as coisas estão a mexer. Mesmo do lado da Alemanha começa a ser difícil manter a sua política sobre o Banco Central Europeu ou os
“eurobonds” ainda que haja um novo estado de espírito.
Assumo o compromisso de, após a eleição presidencial, apresentar um plano de renegociação e conseguir o apoio ao crescimento indispensável às nossas economias para reduzir o desemprego e controlar a dívida”, disse François Hollande.

“Os “eurobonds” significam o quê? Que nós, os alemães e os franceses, financiaremos as dívidas dos outros? Eu não quero isso!
Não podemos reduzir as nossas despesas, os nossos défices e as nossas dívidas enviando para a Europa dívidas que são garantidas por quem?
Pelos dois países mais fortes da Europa – a Alemanha e a França. Isso é uma irresponsabilidade”, argumentou Sarkozy.

A comunicação social francesa de uma forma geral classificou o debate como duro, áspero e tecnocrático, mas de qualidade e bastante equilibrado.