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Grécia: um sufrágio para dizer "não" aos grandes partidos

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Grécia: um sufrágio para dizer "não" aos grandes partidos

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Depois das manifestações de rua, é nas urnas que, no domingo, os gregos deverão demonstrar o seu descontentamento com a classe política.

A campanha do sufrágio, que termina hoje, parece ter sido, antes de mais, o palco da ira da população contra o PASOK (socialistas) e Nova Democracia (conservadores), as duas formações que se alternam no poder há mais de quatro décadas.

“Os dois principais partidos gregos fizeram um pacto para decidir qual será o futuro da Grécia durante os próximos anos, e é um futuro que leva apenas a mais dificuldades, que conduz ao desastre e não à prosperidade”.

“Porque é que eu deveria votar? votar para eleger ladrões? Nem pensar. Posso votar num partido pequeno mas não nos grandes. Dantes votava socialista, agora nem pensar”.

Para tentar contrariar a cólera dos apoiantes nas ruas, os dois principais partidos decidiram “refugiar-se” na internet para tentar cativar a população mais jovem, como os conservadores da formação Nova Democracia.

Panagiotis Haskos, candidato conservador, afirma: “nós não conseguimos encontrá-los nos comícios nem falar com eles, pois eles não querem falar connosco. Eles pensam que todos os políticos são corruptos. Então a melhor forma de tentar envolver os mais jovens é através das novas tecnologias”.

Para lá da abstenção é a fragmentação do voto que deverá dominar os resultados do sufrágio de domingo.

As pequenas formações como populistas, comunistas e mesmo neonazis deverão beneficiar da ira da população contra os grandes partidos e contra as medidas de austeridade exigidas por Bruxelas.