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Um grito de 91 milhões de euros

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Um grito de 91 milhões de euros

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Em tempo de crise, nem todos os gritos são de desespero. A leiloeira Sotheby’s festejou ontem o valor recorde atingido pela obra mais conhecida do pintor expressionista Edvard Munch – quase 91 milhões de euros pela obra “o grito” num leilão em Nova Iorque.

Uma soma inédita no mundo da arte, paga por um comprador anónimo pela única das quatro versões da obra detida por um particular.

Um responsável da leiloleira afirma, “trabalho nesta área há três décadas e penso que este foi o momento mais excitante da minha carreira. O primeiro foi quando vendemos um quadro por 100 milhões de dólares em 2004 e agora quebramos um novo recorde”.

Munch ultrapassa assim Picasso na lista dos mais caros de sempre. O leilão em Nova Iorque prova que os investidores continuam a refugiar-se na arte, em tempos de crise. No total, a Sotheby’s amealhou 251 milhões de euros com a venda de outras obras de Picasso, Miró, Max Ernst e Paul Gaugin.