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As estimativas das Nações Unidas dizem que a procura de bens alimentares vai triplicar até ao ano de 2050. Muitos países estão a implementar práticas agrícolas para desenvolver a sustentabilidade de recursos. Por isso, esta semana, fomos aprender lições sobre agricultura ao Paquistão, a Cuba e à China.

A missão das mulheres paquistanesas

As inundações no Paquistão devastaram a agricultura do país, precisamente o setor que emprega quase metade da população. Várias organizações aproveitaram o processo de recuperação para ensinar novos métodos agrícolas às comunidades locais.

A agricultura é o coração da economia paquistanesa: mais de 48 por cento da população ativa trabalha no setor. Em 2010 e 2011, o Paquistão foi fortemente atingido por inundações de proporções inéditas.

Cerca de vinte milhões de pessoas foram afetadas. Setecentos mil hectares de colheitas ficaram debaixo de água. Perdeu-se grande parte da criação e produção animal.

Graças à Comissão Europeia, as ONG que integram o consórcio Aliança2015, e que já estavam a trabalhar no Paquistão, foram mobilizadas para as operações de apoio pós-catástrofe, sobretudo para atividades de sensibilização e educação.

Um dos primeiros cursos a arrancar foi o de práticas de higiene, destinado a mulheres que vivem em zonas rurais para que, mais tarde, possam promover nas suas famílias aquilo que aprenderam.

A agricultura é o meio de subsistência para uma imensa maioria. Várias mulheres querem adquirir outras técnicas de cultivo. Divididas em pequenos grupos, aprendem métodos para escolher as melhores frutas, os melhores legumes, que sementes podem utilizar, quando a melhor altura para a irrigação, como usar, de forma segura, os produtos químicos.

É por estas mulheres que passa o novo rumo do Paquistão e são elas que carregam a missão de divulgar novas formas de lidar com práticas milenares.

welthungerhilf
“alliance2015”: http://www.alliance2015.org/
fao
Pakistan
economie

Em Cuba aprende-se a trabalhar na terra

O embargo económico dos Estados Unidos a Cuba fez disparar o investimento em recursos internos, como a agricultura. Para ir de encontro às necessidades do país, estão a promover-se formações para preparar uma nova geração de agricultores.

Cuba sobreviveu à queda do bloco soviético e sobrevive, agora, ao embargo, em grande medida por causa da atividade agrícola. O país está organizado de acordo com as indicações do regime: o setor agrícola emprega um quinto da população.

O ensino desta atividade é um dos pilares do sistema educativo. Há várias escolas especializadas, como a Villera Revolución, em Boyeros. A Villera tem cerca de dois mil estudantes e abrange uma área de 910 hectares.

Os grandes institutos de inspiração soviética estão agora a rever os programas pedagógicos, para os adaptar a novos princípios educativos e às evoluções tecnológicas. Preservam-se, no entanto, alguns ensinamentos ilustrativos da realidade cubana. Como o ateliê no qual os alunos aprendem a fabricar os próprios medicamentos.

O Ministério da Agricultura anunciou, recentemente, medidas de apoio à criação de 2600 explorações agrícolas e jardins urbanos, distribuindo direitos de usufruto de cerca de três milhões de hectares pertencentes ao Estado.

É nas mãos destes estudantes que repousa o futuro da ilha. Cuba continua a importar 80 por cento do que consome. Para muitos, a próxima etapa será tornar a comercialização de produtos independente do monopólio estatal.

juventudrebelde
wikipedia

Pequenos chineses aprendem a grande tradição do chá

Na China, vários jovens estão a seguir os passos dos seus antepassados no cultivo de chá verde. Há mesmo um grupo de crianças que está a aprender todo o processo de fabrico, bem como a história e cultura desta mítica planta.

O senso comum diz que a China é o país do chá e o berço da tradição é Hangzhu. Uma variedade, o West Lake Dragon Well, é cultivada nos montes que cercam a cidade. Trata-se de uma especialidade local.

Em Zhupu, uma das muitas localidades na região conhecida também pelo chá preto, um grupo de crianças está a aprender todos os segredos desta bebida milenar.

As crianças percorrem as plantações, recolhendo as folhas espalhadas pelo chão. O chá é feito com a folhagem recente, por isso, com a ajuda dos pais, eles tiram as duas folhas que estão na parte de cima da planta. É assim que se colhe o chá. Um trabalho manual com dois mil anos de história.

Depois da colheita, as folhas são levadas para a fábrica e são pesadas. Numa das etapas, um dos mestres recorre a altas temperaturas para remover os elementos oxidantes. Daí que a cor verde fique particularmente realçada no produto final.

Reza a lenda que a tradição começou no terceiro século antes de Cristo, quando um imperador, que tinha por hábito beber água fervida, viu uma brisa depositar-lhe algumas folhas no recipiente que tinha nas mãos. Mas essa é ainda outra estória.

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