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Campanha para as presidenciais em França

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Campanha para as presidenciais em França

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“- Sim, sou candidato às presidenciais.”

Nicolas Sarkozym candidato pela UMP, anunciava assim a candidatura à reeleição, dois meses antes da primeira volta.
O anúncio não surpreendeu ninguém, apesar dos outros candidatos já terem semanas em campanha.

Desde o primeiro minuto, a economia converteu-se em tema prioritário da campanha.

Candidato socialista, François Hollande:

- “Vou dizer-vos quem é o meu adversário. Não apresentará a candidatura, e por isso, nunca será eleito. E no entanto, governa. O verdadeiro adversário é o mundo das fianças.”

A Europa também está no centro do debate, com Sarkozy a fazer dupla com Merkel e a garantirem o Pacto de Estabilidade, numa Europa asfixiada pela crise.

Hollande afirma que, se chegar ao Elíseu, vai renegociar de imediato o tratado para colocar como condição o crescimento para a redução do défice.

Hollande:

“- A nossa Europa pode ser a solução, se deixar de se autocondenar à austeridade, que é a orientação escolhida pelo presidente cessante e pela chanceler Angela Merkel”

Para Sarkozy, a sombra dos países vizinhos é um perigo a vitar:

Sarkozy:

“- Há algum francês que queira para a França a mesma situação que na Grécia, em Portugal, em Espanha, na Irlanda e na Islândia?”

Temas quase anedóticos, fizeram manchetes de jornais durante vários dias, como o caso da carne Halal,a única preparada pelos preceitos do Islão.

Depois dos assassinatos em Toulouse e Montauban perpetrados por um extremista islâmico, a campanha foi suspensa durante três dias.

Sarkozy assumiu-se de novo como Homem de Estado e quando voltou à estrada, o tema que passou a estar na ordem do dia foi o da imigração. O presidente cessante, num evidente piscar de olho â direita prometeu rever o acordo de Shengen.

Sarkozy:

“- A fronteira é a confirmação de que não se pode admitir tudo. Que o interior e o exterior não é o mesmo. Que entre nós e os demais há uma diferença”.

Depois dos comícios do 1° de Maio chegou o dia mais esperado desta camapnaha: o do debete na televisão.

Milhões de franceses seguiram as três horas de esgrima eleitoral que deixou apenas a certeza de um empate nas prestações de ambos.