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Desemprego recorde deixa antever "verão quente" em Itália

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Desemprego recorde deixa antever "verão quente" em Itália

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Em Itália, o desemprego atingiu em março o valor máximo dos últimos 12 anos, cifrando-se nos 9,8%, o equivalente a 2,5 milhões de pessoas sem emprego.

Tal como em todo o Sul da Europa, os jovens são os mais afetados e devem manifestar o seu descontentamento nas eleições municipais do próximo fim de semana.

Na faixa dos 15 aos 24 anos, o desemprego subiu para 35,9%. Mas quem tem mais de 30 anos não está em melhor situação.

Laura Giovanco, contabilista, não consegue “encontrar trabalho fixo há cerca de 2 anos”. Tem “32 e nas entrevistas querem alguém com menos de 30”, lamenta, acrescentado que só surgem por vezes “contratos de curto prazo”, o que a deixa sem perspetivas de futuro.

A tendência é para a situação piorar, segundo um professor de economia de uma das Universidades de Roma.

Jean-Paul Fitoussi refere que “os que estão no mercado de trabalho e perderem os seus empregos, também não terão futuro. Por isso, é expectável que a destruição das principais ligações à sociedade” – que chama de “capital social” – “não será aceite durante muito tempo antes de provocar tumultos”.

Tumultos sociais que marcaram o fim da era Berlusconi e que Mario Monti se prepara para enfrentar. O primeiro-ministro até já pede na internet sugestões para cortar 4,2 mil milhões de euros na despesa até ao final do ano, mas os italianos começam a regressar às ruas antecipando um “verão quente” no país.