Última hora

Última hora

Gregos votam "entre a espada e a parede"

Em leitura:

Gregos votam "entre a espada e a parede"

Tamanho do texto Aa Aa

Hoje é dia de reflexão na Grécia, antes da eleição legislativa mais incerta desde o fim da ditadura.

Os gregos têm muito a refletir, mas não têm dúvidas de que a culpa da situação a que o país chegou é dos que o governaram, alternadamente, ao longo de quatro décadas, como diz claramente um eleitor:

“O povo grego está muito furioso, muito, muito furioso. E não esquece facilmente, por isso vai punir em primeiro os conservadores e depois os outros, Papandreu, ambos. Vão puni-los”.

Punir os que governaram é dispersar o voto por pequenos partidos. O que pode deixar o país praticamente ingovernável:

“O maior perigo neste momento é não termos uma maioria de acordo com a tradição grega. Para continuarmos com o programa, teremos que ter uma qualquer coligação de governo. A nossa tradição não é muito boa nessa matéria”.

As sondagens dizem que a Nova Democracia, dirigida por Antonis Samaras, será o partido mais votado, mas não irá além dos 25%.

E, se as projeções se confirmarem, nem os cerca de 19% atribuídos ao PASOK serão suficientes para uma maioria entre os que assumiram o plano de resgate com a comunidade internacional.

Os pequenos partidos que podem ser chamados a formar governo rejeitam a austeridade e o acordos assinados com os credores.

A instabilidade política é o pior dos presságios para o pesadelo económico que o país atravessa.

Uma coisa é certa, este escrutínio marca o fim de um ciclo na tradição democrática da Grécia, com a chegada ao parlamento de novos partidos.