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Sismo político na Grécia: esquerda radical destrona PASOK - extrema-direita chega ao parlamento

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Sismo político na Grécia: esquerda radical destrona PASOK - extrema-direita chega ao parlamento

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Os gregos prometeram e cumpriram. A eleição legislativa deste domingo foi cheia de surpresas. O PASOK, obrigado a conduzir o país na via da austeridade sofreu a sua maior derrota e passou para terceira força política da Grécia.
 
Os gregos passaram várias mensagens neste ato eleitoral e sobretudo mostraram aos dois maiores partidos que a alternância política já se conjuga no passado.
 
O partido mais votado, o conservador Nova Democracia não obteve mais do que 19 ou 20% dos votos. A esquerda radical do Syrizia é agora a segunda força mais votada, com 15 a 17% dos votos e poderá alcançar 47 lugares no parlamento.
 
Outra novidade é a entrada da extrema-direita no parlamento. As previsões apontam para que o partido neo-nazi alcance cerca de 10% dos votos e poderá eleger duas dezenas de deputados.
 
Para muitos analistas, é um verdadeiro sismo político que a Grécia está a viver esta noite. O lider do Pasok apela a um governo de unidade nacional, mas a tarefa não vais ser fácil e a instabilidade política é agora a grande preocupação.
 
De acordo com a constituição, o presidente deverá chamar o líder do partido vencedor a formar o governo; se este não conseguir, pedirá sucessivamente ao segundo e ao terceiro partido mais votados.
 
Se até ao dia 17 de maio não for alcançada uma solução, o presidente reunirá todos os partidos, para uma última tentativa de formar um executivo. Se tudo falhar, os gregos serão, de novo, chamados às urnas.