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Orações, interrupções e silêncio no julgamento de acusados do 11 de setembro

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Orações, interrupções e silêncio no julgamento de acusados do 11 de setembro

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O cérebro confesso dos atentados do 11 de setembro, Khalid Sheikh Mohammed, e os quatro cúmplices fizeram de tudo para não falar na primeira sessão do julgamento em Guantánamo.

Foram precisas mais de nove horas para a leitura das acusações formais, mas os réus contornaram sempre as perguntas do juiz militar James Pohl rezando orações e mantendo-se em silêncio.

Evitaram fazer o “mea culpa”, remetendo uma decisão para data posterior.

“Os acusados participaram num ato de resistência pacífica contra um sistema injusto. Recusaram reconhecer a legitimidade das comissões militares como demonstraram através do silêncio. Estes homens toleraram anos de tratamento desumano e de tortura”, denuncia James Cornell, advogado de Ali Abdul Aziz Ali.

Alguns familiares das vítimas estiveram presentes em tribunal para acompanhar aquele que foi apelidado “o julgamento do século”.

Os acusados são julgados por uma comissão militar em Guantánamo, onde estão detidos.

Enfrentam a pena capital pelos ataques que resultaram na morte de 2976 pessoas e que marcaram para sempre os Estados Unidos.

O julgamento acontece mais de uma década depois dos atentados do 11 de setembro e deverá arrastar-se por vários meses.