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Cidades rebeldes boicotam legislativas sírias

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Cidades rebeldes boicotam legislativas sírias

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Hoje é dia de eleições legislativas na Síria, após mais de um ano de violenta revolta popular. Catorze milhões de sírios são chamados às urnas, mas segundo o Observatório Sírio dos Direitos do Homem, sediado em Londres, as cidades rebeldes de Adlib e de Hama boicotaram o voto, que consideram uma “mascarada” do regime de Bashar Al-Assad.

Uma atitude que, na capital, Damasco, a população não compreende. Uma senhora explica: “Tendo em conta tudo aquilo por que o país passou, é necessário que toda a gente seja responsável. Votar é o nosso dever e o nosso direito. Porque é que havíamos de nos negar esse direito? A situação exige que votemos, para o bem do país”. Opinião semelhante tem um homem: “Toda a gente devia votar, na Síria, para fazermos ouvir a nossa voz. Temos votar naqueles que queremos que sejam eleitos para o parlamento, para que possam fazer ouvir a nossa voz junto do governo. Desejo o melhor para este país.”

Segundo as ONG, já esta segunda-feira três civis terão sido mortos pelas forças do regime. O que prova que os confrontos continuam, apesar do cessar-fogo de 12 de abril e da presença dos observadores da ONU, que pouco mais podem fazer: “A nossa atividade normal vai continuar. Os observadores vão continuar a patrulhar, vão continuar a vigiar o respeito do cessar-fogo e da cessação total da violência”, explica Neeraj Singh, porta-voz da missão.

Contudo, a violência continua. No domingo, pelo menos, cinco pessoas terão perdido a vida. Ao todo, segundo o Observatório Sírio dos Direitos do Homem, mais de 11 mil pessoas morreram, no país, nestes 14 meses de revolta popular.