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Vladimir Putin: os próximos seis anos

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Vladimir Putin: os próximos seis anos

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Quais os desafios para a Rússia e para Vladimir Putin que regressa à presidência? E como serão a partir de agora as relações com a Europa e os Estados Unidos? Para responder a estas questões, a euronews falou com Vyacheslav Nikonov, politólogo e docente na Faculdade de Administração Pública da Universidade de Moscovo fornece algumas pistas. Entrevista de Alexander Shashko.

Alexander Shashko, euronews: Vladimir Putin voltou a ser eleito Presidente da Rússia, agora por seis anos. Quais são os principais desafios do seu mandato?

Vyacheslav Nikonov, analista político: A Rússia enfrenta uma tarefa ambiciosa. Entrar para o clube das cinco maiores economias do mundo e tornar-se num estado democrático normal. Para tal, a Rússia precisa de apostar a sério na modernização, em fazer reformas estruturais sérias a fim de reduzir a dependência da exportação de energia e apostar na alta tecnologia. Uma parte muito importante desta agenda consiste na reforma do sistema político, facilitar as regras para o registo de partidos, o regresso às eleições directas dos governadores e a introdução de mais pluralismo no processo político e legislativo.

euronews: Como vão evoluir as relações com os EUA e a UE?

Nas relações com os Estados Unidos, penso que a Rússia vai continuar a manifestar interesse em continuar a política de “recomeço” que agora infelizmente inclui apenas as esferas política e militar. É claro que a Rússia também quer desenvolver laços económicos com os EUA… mas neste campo muito dependerá do resultado das eleições – iniciámos a política de recomeço com a administração Obama mas Mitt Romney que recentemente tratou a Rússia como o principal inimigo dos EUA será um parceiro mais complicado. A União Europeia está agora mais absorvida pelos seus próprios problemas, a Rússia está na periferia das atenções de Bruxelas. Penso que a Europa deveria estreitar os laços com a Rússia porque se trata de uma economia em rápido crescimento e ambiciona tornar-se na maior economia europeia nos próximos 10 anos.