Última hora

Última hora

Nethanyahu faz acordo com a direita para consolidar poder do Knesset

Em leitura:

Nethanyahu faz acordo com a direita para consolidar poder do Knesset

Tamanho do texto Aa Aa

Manobra política no último minuto do primeiro-ministro israelita.
Há algumas horas, Benjamin Netanyahu justificava o progresso das eleições gerais previstas para outubro de 2013 e propunha celebrá-las a 4 de setembro para, explicava, formar um governo amplo capaz de fazer face aos desafios que o Estado de Israel tem pela frente.
Mas, nos bastidores, negociava um acordo com o líder do Kadima, Shaul Mofaz, para formar um governo de unidade nacional e evitar as eleições antecipadas.
Uma bênção para o antigo general, eleito chefe do Kadima nas primárias de março, perdidas por Tzipi Livni, ex-ministra dos negócios Estrangeiros.
Efetivamente, as sondagens anunciavam uma queda livre de Kadima, em caso de eleições, e agora ganha mesmo alguns ministérios e postos chave.
O partido centrista dispõe atualmente de 28 assentos parlamentares no Knesset, e está certo de mantê-los.
Além do mais, o acordo entre Netanyahu e Mofaz, abre a porta à substituição da Lei Tal por uma lei mais igualitária.
Esta lei, que dispensa os judeus ortodoxos do cumprimento do serviço militar obrigatório, é defendida pelos partidos religiosos e pela ultra direita da coligação governamental.
Ao reunir uma histórica maioria de 94 em 120 lugares, Netanyahu adquire um apoio crucial em caso de um eventual ataque contra o Irão e lança uma advertência a Teerão e à comunidade internacional.