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Dia da Europa: Eurodeputados debatem saídas para a crise

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Dia da Europa: Eurodeputados debatem saídas para a crise

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Reflectir sobre o presente e o futuro da União Europeia foi a forma encontrada pelos eurodeputados para assinalarem o Dia da Europa, que se comemora a 9 de maio.

As razões da crise estão há muito diagnosticadas, mas as duas eleições do passado domingo, na França e na Grécia, colocam novas questões sobre como a ultrapassar.

Sobretudo face ao impasse vivido em Atenas, como sublinha o líder do Partido Popular Europeu, Jospeh Daul: “O que recomendo aos nossos amigos gregos é talvez algo difícil, mas penso que permancer na União Europeia para poder usufruir da solidariedade é, ainda assim, melhor do que sair da União Europeia”.

Depois da austeridade, crescimento e emprego tornaram-se as palavras “da moda”. Como equilibrar estes desígnios será o tema de uma cimeira extraordinária da União a 23 de maio.

“Conseguimos criar a disciplina orçamental – o que é muito bom! Aliás, é uma questão de equidade entre gerações: não quero que os meus filhos e os filhos deles tenham de financiar o padrão de vida que tenho agora. Mas não podemos aceitar que, em alguns países da UE, 50% dos jovens estejam desempregados!”, disse o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz.

Por seu lado, o líder dos liberais e democratas realça a necessidade de maior integração económica e melhor liderança política.

“Até agora, o que temos visto é uma liderança europeia fraca, que toma meias medidas em vez de soluções estruturais de fundo. E a única solução estrutural de que precisamos é aquilo a que chamo fundo de salvação, isto é, uma mutualização da dívida. E também uma maior atenção ao crescimento”, assinalou Guy Verhofstadt.