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Notificação de produtos perigosos desceu 20% na UE

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Notificação de produtos perigosos desceu 20% na UE

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Vestuário e têxteis foi a categoria de produtos onde se detetaram mais riscos para a saúde e segurança do consumidor em 2011. Constituíram 27% das cerca de 1800 notificações que constam do relatório do sistema europeu de alerta rápido sobre produtos não alimentares (RAPEX), divulgado, esta terça-feira, pela Comissão Europeia.

Muitas das roupas, brinquedos, electrodomésticos ou cosméticos notificados como perigosos são importados da China (54% dos casos), com quem Bruxelas vem aumentando a cooperação.

“Temos vindo a trabalhar com a China ao nível da política de qualidade na unidade de fabrico, de forma a assegurar que lhes fornecemos a formação e assistência técnica necessárias para a produção de produtos seguros, que depois entram nos nossos mercados. Além disso, as nossas empresas de importação estão cada vez mais exigentes no cumprimento dos critérios europeus no que respeita a produtos importados da China”, disse à euronews o comissário para a Saúde e Polítca de Consumo, John Dalli.

O relatório refere uma diminuição de 20% das notificações, que se deverá, em parte, à eficiência dos seis mil inspectores europeus e ao reforço do controlo nas alfândegas, antes dos produtos entrarem no mercado.

Mas pode haver outras razões, como refere Sylvia Maurer, da Organização Europeia dos Consumidores: “Pode dever-se, também, ao facto de que, em tempos de crise, os estados membros investem menos no controlo e isso é muito preocupante do ponto de vista do consumidor”.

Portugal teve 54 notificações de produtos perigosos, representando 3% do total. A Espanha registou o valor mais alto – 12% -, em parte porque é uma das entrada preferenciais dos produtos importados fora da União.