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Presidente norte-americano defende o casamento homossexual

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Presidente norte-americano defende o casamento homossexual

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O casamento homossexual, um tema sempre explosivo nos Estados Unidos é ostensivamente defendido pelo presidente Obama, a seis meses das presidenciais.
Barack Obama é o primeiro presidente norte-americano que se atreveu a declarar publicamente a favor.
Em 2010, já tinha abolido a lei que proibia a entrada dos homossexuais do exército.

“- Para mim é importante dar um passo em frente e afirmar que os casais do mesmo sexo devem poder casar-se.”

As declarações de Obama refletem a evolução da opinião pública. Atualmente, metade dos norteamericanos consideram que o casamento homossexual deve ser legalizado.

Mas por enquanto ainda não é o caso. A maioria dos Estados interdita o casamento homossexual, a nível constitucional e legislativo) e sete Estados mais a capital Washington reconhecem o casamento homossexual.

Mesmo que o apoio de Obama não tenha valor legal, politicamente pode ser determinante nas eleições de novembro.

Uma das possiblidades é perder votos de democratas mais conservadores para o partido republicano.

Mitt Romney não mudou o discurso sobre este assunto:

“- Tenho o mesmo ponto de vista sobre os casais gays que quando era governador: o casal em si mesmo é uma relação entre um homem e uma mulher”

Obama pronunciou-se depois da pressão dos activistas, doadores e membros do governo. Para muitos, renunciar à ambiguidade vai custar-lhes Casa Branca.

Peter Sprigg:
“- O presidente decidiu finalmente não ser hipócrita. Agora a verdade é que reduziu as possibilidades de ser reeleito”

Pode suceder o contrário. O Washington Post afirmou, na segunda-feira, que um em cada seis grandes doadoras da campanha de Obama é gay. E muitos consideram as declarações de Obama valentes e progressistas.

Stuart Gaffney, ativista dos Direitos Gay:
“- A verdade é que me sinto mais norte-americano do que nunca, porque o presidente Obama disse que não é só o presidente de alguns, é o presidente de todos”

Em 2007, durante a primeira campanha presidencial, Obama pensava que esta era uma causa perdida. Mudou de ideias.