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O impacto da saída da Grécia da zona euro

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O impacto da saída da Grécia da zona euro

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À falta de um consenso da austeridade são cada vez mais as vozes que avançam a probabilidade da Grécia deixar a zona euro.

De acordo com um jornal grego, que cita o Presidente da República, é possível que o Governo “não possa pagar salários e pensões já em Junho.”

Más notícias que podem precipitar o pior dos cenários para muitos.

“Seguir-se-á o caos político e a instabilidade social. Os pequenos negócios e empresas vão falir rapidamente, e a nova moeda grega vai desvalorizar, por isso é muito difícil ver como é que as pessoas vão reagir”, diz George Tzogopoulos, da Fundação Helénica para Política Externa e Europeia.

Os analistas estimam que um regresso ao dracma seria acompanhado de uma desvalorização imediata de 50%.

A contração da atividade económica seria de cerca de 20%, acompanhada por um aumento da taxa de inflação e da dívida pública grega para 200% do Produto Interno Bruto.

Mesmo sem a saída da zona euro, a não ser que a estabilidade política volte à Grécia, a “troika” poderia suspender o empréstimo de dinheiro, paralisando o país. Mas alguns analistas acreditam que tal ação forçaria a saída da zona euro. O Prémio Nobel da Economia, Paul Krugman, diz que isso acontecerá já em junho.

Um cenário que, a confirmar-se, terá consequências pesadas sobre países como Portugal.