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Síria: UE aprova sanções para cortar financiamento ao regime


A redação de Bruxelas

Síria: UE aprova sanções para cortar financiamento ao regime

A União Europeia volta à carga com mais sanções económicas contra o regime da Síria, presidido por Bashar al-Assad. Uma decisão dos chefes da diplomacia reunidos em Bruxelas, esta segunda-feira, depois de novo balanço do plano de cessar-fogo desenhado pela ONU e Liga Árabe.

‘‘Não é uma misão por tempo indeterminado. Não vamos esperar indefinidamente que o plano de Koffi Annan surta efeito, mas por agora é o plano indicado, o melhor que se pode ter para uma transição pacífica de regime na Síria’‘, avaliou o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague.

Em 14 meses de repressão do movimento revolucionário, morreram mais de nove mil pessoas, milhares estão feridas e sem acesso a bens essenciais. O ministro belga considera que pode ter chegado o momento de intensificar a ação no terreno.

‘‘Temos discutido a questão dos corredores humanitários, nomeadamente a possibilidade de enviar ajuda humanitária acompanhada de algum tipo de escolta militar’‘, afirmou Didier Reynders.

No terreno estão agora 189 membros da missão de observadores, que deverá em breve chegar aos 300. Face às diárias violações do cessar-fogo, essa missão poderá ter de ser reforçada, segundo o minitro finlandês.

“Trezentas pessoas têm uma capacidade de ação limitada. Temos dados que mostram que a presença dos observadores faz suspender os ataques, mas quando eles partem desses locais, os ataques recomeçam”, explicou Erkki Tuomioja.

Por enquanto, Bruxelas mantém a estratégia de congelar os bens daqueles que financiam o regime. Com a decisão tomada nesta reunião, o número de visados subiu para 129 pessoas e 43 empresas. A União tem ainda em vigor embargos de importação de petróleo e de exportação de armas.

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