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Ecofin chega a acordo sobre reservas dos bancos

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Ecofin chega a acordo sobre reservas dos bancos

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“Qual é o nível de capitais próprios que os bancos devem ter para se protegerem da crise? Na última vez que os ministros das Finanças da União Europeia debateram o tema, em Bruxelas, não chegaram a acordo ao fim de 15 horas de negociações porque o Reino Unido exigia mais rigor que os seus parceiros; mas esta terça-feira o país acedeu a juntar-se à maioria”, resumiu a correspondente da euronews em Bruxelas, Audrey Tilve, no final da reunião do Ecofin (conselho europeu de Economia e Finanças).

Como defendia Londres, alguns países poderão estabelecer um teto mais elevado de capital para os seus bancos. Contudo, aceitaram que a partir de um certo nível terão de pedir autorização a Bruxelas. Uma medida para evitar fugas de capitais para determinadas zonas financeiras da União.

“Muitas delegações sublinharam a necessidade de prestar atenção às consequências que as decisões de um país acabam por ter nos países vizinhos. Isto é, que o facto de se aumentar o nível de capitais próprios nos bancos de alguns países pode levar à diminuição do crédito disponibilizado à economia e às empresas nos países vizinhos”, explicou o comissário europeu para o Mercado Interno, Michel Barnier.

O objetivo é que todos 8300 bancos da União Europeia sejam mais resistentes a crises como bolhas imobiliária ou a escalada das dívidas soberanas. O Parlamento Europeu também tem defendido uma maior harmonização e supervisão comunitária.

Para o ministro sueco, Anders Borg, que apoiava a posição britânica, bancos mais fortes evitam futuras nacionalizações ou pacotes de resgate: “Acho que os eurodeputados têm consciência de que no final das contas, se tem de escolher entre ter mais capital nos bancos ou ter de usar o dinheiro dos contribuintes. Perante essa escolha, penso que é melhor optar por reforçar os bancos”.

Os bancos deverão, assim, colocar de reserva parte dos seus lucros ou fazer um aumento de capital. O pacote legislativo vai ser agora discutido com o Parlamento Europeu e deverá estar pronto antes do fim da presidência dinamarquesa da União Europeia, a 30 de Junho.