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França e Alemanha: Economias em divergência

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França e Alemanha: Economias em divergência

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A mudança na presidência francesa promete agitar as relações do eixo franco-alemão.

As economias dos dois países continuam a ser os motores da zona euro, mas o consenso político é condição indispensável para relançar a economia.

O frente-a-frente entre François Hollande de Angela Merkel, esta terça-feira, em Berlim, deverá contribuir para acertar agulhas.

No primeiro trimestre o crescimento de França foi nulo, contrariamente à Alemanha que ganhou um novo fôlego com um crescimento de 0,5%. Por outro lado, o desemprego aumenta a olhos vistos em França e neste momento representa quase o dobro em relação ao desemprego na Alemanha, com um nível de dívida inferior.

“Há uma grande incerteza sobre a forma como o novo presidente francês mudará a dinâmica política existente entre a França e a Alemanha. François Hollande já disse que quer renegociar o pacto orçamental. Angela Merkel implicitamente rejeitou. Também disse que quer aumentar o salário mínimo e reduzir a idade de reforma, o que promete gerar fricção com a Alemanha”, explica Michael Hewson, da CMC Markets.

Merkel e Hollande pode até ter estilos e economias diferentes em mãos, mas ambos sabem que o entendimento é regra para o bem comum e para salvar o euro.

François Hollande diz-se pronto para um diálogo. Já derrota histórica da CDU no estado da Renânia do Norte-Vestfália obrigam Angela Merkel a moderar o discurso.