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Merkel e Hollande: muitas divergências, num destino comum

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Merkel e Hollande: muitas divergências, num destino comum

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Há claras diferenças de opinião entre Angela Merkel e François Holande. Mas também a consciência comum de que o eixo Paris-Berlim é fundamental, para resolver a crise económica e financeira da Europa.

As diferenças estão projectadas no Parlamento europeu. Basta ouvir um conservador e um socialista:

“Nós esperamos, em Bruxelas, que os dois poderes principais da eurozona, a Alemanha e a França, caminhem para uma conclusão. O pacto fiscal não é renegociável. Por outro lado, é claro que nós temos que reforçar o crescimento económico, com medidas estruturais, para ganhar mais competitividade. Mas é preciso garantir que isso não implicará um aumento da dívida”, diz o eurodeputado da CDU, Elmar Brok.

“François Hollande foi muito claro na sua campanha: quer criar mais postos de trabalho e quer um crescimento maior. O pacote Merkozy negociado agora, tem de ser corrigido. E nós apoiamo-lo para ele fazer isso”, replica Udo Bullmann, do SPD.

Os comentadores, de um modo geral, consideram que o encontro de terça-feira serviu para demonstrar que a campanha eleitoral, na qual Angela Merkel apoiou Sarkozy, não vai influenciar as relações no eixo Paris-Berlim.

Mas a conversa evidenciou também as profundas diferenças de opinião entre Merkel e Hollande.