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Guerra sem tréguas do exército iemnita contra a Al Qaeda

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Guerra sem tréguas do exército iemnita contra a Al Qaeda

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Um atentado suicida matou cerca de 100 soldados e oficiais e feriu outros 300 no Iémen. É a resposta da Al Qaeda à ofensiva levada a cabo pelo novo presidente Hadi, no poder desde fevereiro. A guerra sem tréguas prometida na tomada de posse visa recuperar as zonas do sul e do leste do país, tomadas pela Al Qaeda durante a crise sócio-política do país.
As vítimas pertenciam a unidades da segurança central, um corpo do Exército dirigido por um sobrinho do ex-presidente Ali Abdullah Saleh.

A operação contra os chamados “defensores da Sharia”, tem estado a ser de uma dureza sem precedentes, a causou a morte de 200 pessoas em dez dias, no sul do país.

A fragilidade do regime durante os protestos que levaram à queda de Ali Abdulah Salguei, foi aproveitada para reforçar e alrgar as base dos terroristas. O chefe jurou obediência ao sucessor de Bin Laden, Al Zawahiri. Desde então , a organização tornou-se alvo do novo presidente, ajudado pelos americanos.

No início de maio, uma operação norte-americana acabou com a vida de Fahd Al-Qassa, na lista de terroristas mais procurados pelo FBI pela responsabilidade no atentado contra o USS Cole há 12 anos.

O analista político iemenita, Arif Aldowsh: “- A guerra contra o terrorismo beneficia politicamente as duas partes. Para o presidente Obama é uma mais valia na campanha para as presidenciais, e para o presidente yementita á uma credibilidade acrescidea na hora de por os seus projetos em prática.”

Desde a morte de Ben Laden, a Al Qaeda está fragmentada em grupos que operam de forma independente em áreas geográficas com contextos políticos muito diferentes.

A Al Qaeda está no Iémen desde o início da década de 90. Em 2009, os ramos yemenita e saudita fundiram-se para formar a Aqpa, Al Qaeda na Península Arábica. O ex-presdente apresentava-se como o paladíno da luta contra Al Qaeda para conseguir apoio ocidental, mas verifica-se agora que apoiava a organização islamista em segredo:

Aldowsh:

“- Alguns líderes da Al Qaeda tinham contacto direto com Saleh e com as elites fiéis ao ex-presidente. Alguns chegaram inclusive a vender armas à organização antes que o presidente Mansur Hadi os demitisse. É do conhecimento geral. “

A conivência entre o exército do regime de Saleh, com membros que continuam no ativo, e a organização terrorista é mais do que um rumor no Iémen. A população reclama, como nestas imagens, uma reforma profunda do exército.