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A revolução egípcia desemboca amanhã nas urnas

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A revolução egípcia desemboca amanhã nas urnas

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Os egípcios vão amanhã e quinta-feira às urnas para pôr fim ao conturbado processo de transição política no país.

Quinze meses após a revolta que levou à queda do presidente Hosni Mubarak, 50 milhões de eleitores vão escolher um novo presidente democraticamente eleito, com a esperança de afastar definitivamente o exército da cúpula do poder.

“Eu vou votar em Ahmed Shafiq, antigo primeiro-ministro de Mubarak, pois é o único que pode restabelecer a segurança no país”, afirma um habitante do bairro do Cairo conhecido como a cidade do lixo.

Entre as principais candidaturas, a irmandade muçulmana, que tinha vencido as legislativas, apresenta-se dividida entre um candidato oficial e um candidato dissidente.

“O próximo presidente tem de se ocupar mais da população e das suas necessidades básicas”, afirma um pescador de Alexandria. Outro refere, “precisamos de um amento das reformas e preços mais baixos para os bens alimentares, porque na situação atual não podemos viver condignamente”.

Tanto o exército como o primeiro-ministro lançaram hoje um apelo à calma durante o escrutínio e após a divulgação dos resultados. Os militares, que deverão abandonar o poder em junho, não apoiam qualquer candidato.