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Itália: Monti vaiado por vítimas do sismo

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Itália: Monti vaiado por vítimas do sismo

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O primeiro-ministro italiano foi, esta terça-feira, vaiado por dezenas de pessoas em Sant’Agostino, uma das localidades mais afetadas pelo sismo de domingo.

Mário Monti deslocou-se ao local para manifestar a solidariedade do governo e confirmar que o estado de calamidade na região será decretado de modo a acelerar os procedimentos para a reconstrução e assistência às vítimas.

Um dos habitantes conta que “Monti veio aqui, olhou para duas tendas, andou pelo campo, de modo a não arruinar os seus bons sapatos, e depois foi embora. Ele vai almoçar bem, num bom restaurante em Módena, onde cada um daqueles 50 palhaços vai gastar 200 ou 300 euros, enquanto nós estamos aqui. Não ouvimos nada, nem sequer um muito obrigado. É este o governo italiano.”

“Pensa que mudou alguma coisa para mim? Olhe para mim. Pensa que mudou alguma coisa? Fui à fábrica para perguntar sobre o meu trabalho. Eles disseram-me que talvez eu tenha de ficar em casa 13 semanas. Sabe o que isso significa? Como posso pagar a renda e sustentar a família? Para ele mudou alguma coisa? Ele vai para casa, com o seu fato. Nós ficamos aqui,” conclui um habitante de Sant’Agostino.

O sismo de magnitude 6, na escala de Richter, causou sérios danos nos edifícios na região de Emília-Romana. O ministério da cultura italiano considerou, já, que provocou “danos importantes no património cultural”.

Esta região, do nordeste de Itália, é uma das mais dinâmicas do país.

Segundo a associação dos empresários italianos, a Cofindustria, cerca de 200 empresas da região foram atingidas e estima que, nas próximas semanas, pelo menos dois mil trabalhadores fiquem sem emprego.

De acordo com o jornal económico “Il Sole 24 Ore” os prejuízos para a economia local serão na ordem dos 500 milhões de euros.