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Cimeira tenta apaziguar divisões sobre euro-obrigações

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Cimeira tenta apaziguar divisões sobre euro-obrigações

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Nesta foto de família dos líderes da União Europeia constam pela primeira vez três novos rostos: o do presidente da França e os dos primeiros-ministros da Grécia e da Eslováquia.

Os representantes de Paris e Atenas são em grande medida protagonistas dos temas desta cimeira extraordinária, em Bruxelas: crescimento e estabilização da zona euro.

Uma das propostas é a criação de euro-obrigações, precoce para alguns e urgente para outros. “Se continuarmos assim, a tomar meias medidas, sem enfrentar os problemas reais e sem avançar com a mutualização da dívida soberana, vamos perder o euro e se perdermos o euro, penso que a Alemanha será a primeira vítima”, alertou o líder dos liberais e democratas no Parlamento Europeu, Guy Verhofstadt.

Mas antes da mutualizaçâo da dívida soberana na forma de euro-obrigações, a zona euro tem de chegar a um consenso com o futuro governo da Grécia sobre como cumprir o plano de resgate.

Analistas políticos como Sony Kapoor têm alertado para os perigos de ambas as partes esticarem demasiado a corda: “Para que os líderes europeus aceitem que o futuro da Grécia passa por ficar na zona euro, os dois lados têm de abandonar este tom agressivo. Todos acabarão por pagar um preço muito alto se esse tipo de discurso conduzir a uma rutura”.

O jantar informal foi convocado, extamente, para criar esse consenso alargado antes da tomada de decisões políticas na cimeira de Verão, a 28 e 29 de Junho. Entretanto, alastra o contágio da crise com a Espanha a obter o estatuto do mais recente elo fraco numa União em crise.