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Estraburgo aprova imposto sobre transações financeiras

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Estraburgo aprova imposto sobre transações financeiras

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O Parlamento Europeu aprovou, por larga maioria, a criação de uma taxa sobre as transações financeiras.

Estrasburgo deu luz verde a uma proposição para combater a evasão fiscal mais abrangente do que a da Comissão Europeia, ainda que as taxas propostas por Bruxelas tenham sido aprovadas.

Anni Podimata, eurodeputada socialista grega, é perentória: “Os ativos emitidos por instituições europeias e transacionados por instituições não europeias têm de ser taxados.”

Apesar dos eurodeputados defenderem a entrada imediata em vigor desta taxa Reino Unido, Chipre, Malta e Suécia não tencionam aplicá-la.

Kay Swinburne, eurodeputada pelos conservadores britânicos, explica: “O Reino Unido tem um imposto de selo, mas só sobre as ações. Não há um dever nas outras transações financeiras. O perigo é que, estendendo-se a outras áreas, pode ser uma ferramenta muito perigosa. É um instrumento cego.”

Um argumento que não convence a maioria, entre eles o comissário europeu Algirdas Semeta.

“O principal argumento dos céticos tem a ver com o facto de que as transações podem migrar para outros setores financeiros, como Hong Kong ou Zurique, mas esses centros financeiros têm outra forma de imposto sobre a transação financeira o que significa que o risco levantado por eles não é tão significativo com se pensa.”

O debate sobre o imposto voltará à mesa dos ministros europeus das finanças a 22 de junho no Luxemburgo.