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Grécia: Os custos de uma saída do euro

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Grécia: Os custos de uma saída do euro

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A saída da Grécia da zona euro deixou de ser um tabu, mas as consequências seriam dramáticas. Os primeiros afetados seriam os bancos e a Europa teria de assumir perdas de centenas de milhares de milhões de euros.

Antes de uma eventual abertura da “Caixa de Pandora”, o Eurogrupo já pediu planos de contingência para fazer face a um cenário de regresso do dracma.

Phillipe Waechter, diretor de pesquisa económica no banco Natixis, defende: “Mesmo se a Grécia não tem um peso considerável na zona euro, isso criaria um choque, uma situação inédita, que modificaria as relações de força no seio da União Europeia. Por isso temos de perguntar se o custo da saída da Grécia é superior ou não ao custo de guardar a Grécia.”

No final de 2011, a exposição dos bancos europeus à Grécia rondava os 80 mil milhões de euros e os bancos franceses estão na linha da frente. Já Portugal encontra-se em quarto lugar.

Para lá de empréstimos à economia helénica e participações no capital de empresas, os bancos têm também obrigações gregas. E num sistema interdependente teme-se o efeito dominó.

A isto junta-se o BCE. A instituição, o Fundo Monetário Internacional e os países europeus detêm cerca de 200 mil milhões de euros da dívida grega.

O Banco Central Europeu (BCE) é um dos principais credores e uma falência da Grécia poderia obrigar a uma recapitalização do BCE por parte dos governos da eurozona.