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Mobilização geral em Espanha contra os cortes no ensino

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Mobilização geral em Espanha contra os cortes no ensino

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Milhares de espanhóis saíram ontem às ruas para protestar contra os cortes no orçamento do ministério da Educação. Em Madrid o cortejo reuniu 100 mil pessoas, segundo os organizadores; 10 mil é o número avançado pela polícia. O dia também foi de greve geral no ensino. A adesão foi de 80 por cento para os sindicatos, 20 para o governo.

“É preciso recuperar todos estes jovens que abandonaram o sistema educativo. Não podemos permitir uma taxa de desemprego de 50 por cento [entre os jovens]. Isso apenas será possível apostando na formação profissional, recuperando os programas de qualificação profissional. Precisamente o oposto do que está a acontecer com esta reforma” – acusa Nicolas Fernandez, do sindicato ANPE.

“A questão da escola pública está a tornar-se muito grave. Se aumentam os alunos por turma, com a diversidade de alunos que existe a escola de qualidade vai transformar-se num parque de estacionamento para crianças” – denuncia um professor.

Os cortes orçamentais deverão lançar no desemprego cerca de 100 mil professores e impedir muitos jovens de continuar a estudar, como explica uma estudante alemã: “Estou aqui a fazer um master e fala-se que as propinas vão aumentar 60 ou 100 por cento. A maioria dos meus colegas não vai conseguir terminar os estudos.”

O governo espanhol tenta aproximar o défice público dos 5,3 por cento do PIB exigidos por Bruxelas. Os críticos do executivo denunciam os cortes nos serviços públicos e a ajuda aos bancos. A taxa de desemprego em Espanha é a mais elevada da União Europeia.